1. Introdução Theodor W. Adorno acreditava que quem defende uma cultura culpada e medíocre acaba se tornando cúmplice, tal qual aquele que rejeita por completo a cultura com sua indiferença, favorece a barbárie que ela poderá causar, desconstruindo, assim, a figura de crítico negativo ao propor um modelo de educação para uma Alemanha deprimida por intermédio de uma reivindicação do esclarecimento que visa uma autonomia, da mesma forma que Kant [1] formulou. No capítulo “Educação após Auschwitz”, de sua obra intitulada Educação e Emancipação, esclarece que a base na qual a civilização alemã projetou seu ideal de educação seria uma das causas que originaram o nazismo. Por este motivo, logo de início, afirma que a meta, de qualquer que seja a proposta educacional, a premissa que deve ser tomada é que a barbárie de Auschwitz [2] jamais deva ocorrer novamente. E Auschwitz, local de uma barbárie que deve ser evitada a todo custo, segundo o autor, deve ser sim d...
A blogosfera progressista tem de ser progressista Se estivéssemos em uma guerra da comunicação (e acredito que estamos), com certeza a ala vermelha estaria encabeçada pelos blogueiros progressistas, que se organizaram e hoje é o principal reduto daqueles que apontam um caminho de democratização da comunicação mais tangível, mostrando que a internet é a terra dos “jedis” na luta contra os “siths” da velha mídia. O ponto de análise deste artigo não é a blogosfera, mas sim o conceito do termo “progressista”, o que é sê-lo? Lembremos que o partido de Paulo Salim Maluf (o filhotinho da ditadura) chama-se Partido Progressista (PP). Um forasteiro em terras tupiniquins perguntaria se os blogueiros progressistas são militantes do PP que usam um blogue como ferramenta para o avanço. Para aqueles que conhecem o espectro político brasil...
O pensamento pequeno-burguês com certeza é o mais irritante, ganha com larga vantagem de qualquer outra tendência classista, onde o maior mal deste pensamento é a sua megalomania, fato que torna a presença de qualquer portador de tal adereço altamente indesejável, para o mais tolerante social democrata ao mais ortodoxo marxista-leninista de carteirinha. Sua ideologia vã provoca no máximo a degustação satírica, aquela de Petrônio, porém, suas intervenções em embates ideológicos irritam, pois para os elementos desta classe, não existe nada mais prazeroso do que o sucesso obtido e agrado ao seu fetichismo – por mais irrisório que seja – torna-se uma verdadeira ode ao espírito. O adereço mais irritante desta classe é a sua alienação, fato que incomoda, pois os pequeno-burgueses ostentam com devoção e consideram-se superiores em seu universo paralelo. Samba para estes Matinho da Vila compôs, em primeira pessoa, onde o pequeno-burguês relata a realidade de sua vida, após libertar-se da alien...
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