sábado, 28 de setembro de 2013

A consequência do discurso de Mujica

Em recente discurso proferido na ONU, o presidente do Uruguai, Pepe Mujica, criticou o “deus mercado” abordando suas influências na busca de felicidade dos indíviduos da sociedade atual. Isto aplica-se à quase 90% das sociedades atuais, com poucas excessões de indígenas e outras etnias pelo mundo que seguem outra lógica de organização que fogem da influência do capitalismo.

Isto está cada dia mais raro, pois o capitalismo, com suas formas de dominação através do mercado, das mídias e da indústria cultural, está tentando atingir a totalidade da forma humana de organização. Porém, as várias formas de crise que surgem e as fraturas que as mesmas vêm causando é a prova que a leitura hegeliana de Fukuyama está errada, a história não acabou e está nos primeiros capítulos ainda.

Francis Fukuyama está longe de ser um inocente neste processo. Braço de Reagan, enquanto este foi presidente dos Estados Unidos, o nipo-estadunidense é um grande nome do neoconservadorismo criado pelo neo-liberalismo. Sua tese é falha, pois o mesmo não passa de uma caricatura da tentativa do capitalismo em dar a última resposta certeira para uma crise que parece não ter mais fim, ou seja, mais um passo da história, que está longe de acabar.

Segundo Hegel, a história caminha pelas contradições e enfrentamentos que existem na sociedade, ou melhor adaptado por Marx “pela luta de classes”, e só teria seu fim quando o equilíbrio fosse alcançado. Pra Marx, quando o “comunismo” fosse obtido. Sequer estamos certos que já chegamos na transição, ou seja: decretar o fim da história é uma desonestidade intelectual.

Vemos ainda o processo de apropriação muito forte praticado pelas entidades baluartes do capitalismo mundial. Recentemente, o Brasil teve um dos maiores processos de mobilizações populares, bastante complexo, mas de grandeza inquestionável. O que pode ser visto agora é a Coca-Cola e outras marcas usando tais imagens como ferramenta de marketing de sua propaganda. Que no caso do refrigerante oferece a liberdade juvenil.

Mas, e nossos enfrentamentos práticos ao capitalismo, como estão ocorrendo? Existem diversas formas, micro-físicas e macro-físicas, cada uma cumprindo um papel. Assim, quais são as sequelas que a esquerda carrega por estar dentro da democracia burguesa? Quais são as fissuras causadas pelo pragmatismo eleitoral?

Em sua obra O Povo Brasileiro (1995), o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro aponta os diversos tipos de poder que podem ocorrer nas mais diversas classes. “Nossa topologia das classes sociais vê na cúpula dois corpos conflitantes, mas mutuamente complementares. O patronato de empresários, cujo poder vem da riqueza, através da exploração econômica; e o patriarcado, cujo mando decorre do desempenho de cargos, tal como o general, o deputado, o bispo, o líder sindical e tantíssimos outros...” (p. 191).

Ou seja, Pepe Mujica foi eleito presidente pela democracia burguesa e governa um país capitalista, mas tem de tomar ações que afastem seu povo da dominação deste sistema que criticou. Com isto, procura se afastar dos louros que o poder traz, do possível brilho que a presidência acarreta. Mas todos na esqueda fazem isto?

As sub-classes quando chegam ao poder têm maior facilidade em prestar homenagens às classes dominantes, por isto o pragmatismo eleitoral tem que ser analisado mais uma vez neste ano de congressos dos partidos de esquerda. Quando figuras de esquerda chegam ao poder, a quem estas estão homenageando? O discurso de Mujica me fez pensar sobre este assunto.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Um conselho do meu amigo Benjamin

Num breve instante, fala o que querem ouvir,
Prum momento qualquer, renega o querer.
Eis o salgado do existir,
Viver sem poder sentir.

O problema não é universal,
Mais sim do material mundo da psique.
Aquele que tu modela a sensação,
De acordo com a percepção e não da afecção.

Ora, ora, ora – vá-lha-me-deus,
Se quiseres que tua genialidade seja reconhecida
Crie e não reproduza.

O pessimismo existe pra podermos existir,
O culturalismo existe pra poder expandir,
A idiotice persiste pra decadência sobreviver. 



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Bumja mandando ver



                Poucas vezes achei algo tão necessário quanto este texto no momento em que vivemos!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Onde está acontecendo a festa da modernidade?

  Uma virada de pescoço pra trás e algumas perguntas:

1.Quem leu nas últimas semanas que os partidos de esquerda estavam atrasados na compreensão política? 2. Quem escreveu isto? 3. Quem tentou entender a real influência das redes sociais nas manifestações? 4. Quem acreditou depois dos fenômenos novos de mobilização apresentados que uma nova forma de atuar na política (pra esquerda) surgiria?



Pois bem, muitas pessoas, inclusive eu, estavam se sentindo na missão de ajudar a escrever o tempo novo, tentando cooperar da melhor forma. Mas eis que o velho tempo bate na porta com alguns fatos:

1.O papa está no Brasil e todos, inclusive eu, acompanhando os passos do líder católico; 2. O novo herdeiro da família real inglesa nasceu e é o assunto do momento; 3. Fernando Henrique Cardoso foi convidado por muitos programas pra falar do novo tempo político; 4. O Partido Verde vem à televisão com uma chamada dizendo-se preparado pra suprir os novos desafios da esquerda.

Se, para Hegel, Napoleão era o espírito do mundo a cavalo - o que ocorreu com o baixinho tão poderoso? Seu cavalo cansou, seguiu em frente ou voltou?

Voltamos pro passado? De volta pro futuro? (só que não); talvez um salto de trampolim que nos fez cair num buraco muito profundo?

Muitas coisas vêm à tona, mas uma delas é fato: a modernidade ainda não aconteceu em sua plenitude.


Querida, estamos ansiosos!

domingo, 14 de julho de 2013

O nosso vandalismo de cada dia

Nas manifestações de junho, dezenas de centenas de milhares de pessoas estiveram nas ruas das principais cidades brasileiras. Ainda não se sabe quais serão os reais impactos políticos que teremos, pois muitas coisas foram faladas e algumas, infelizmente, estão com dificuldades de sair do plano das ideias.

O principal argumento governista-palaciano quanto às críticas deu-se pelo chamado vandalismo. Descreveram sob tal conceito as ações de depredações que alguns grupos fizeram a prédios públicos e instituições privadas.
Mas em quais circunstâncias o chamado vandalismo pode ser encarado como algo negativo? Quando uma população ataca agências bancárias – representação maior do capitalismo – a crítica de esquerda ainda sim deve considerar tais ações maléficas?

O conceito de vandalismo vem do fato histórico do povo germânico, denominado Vândalo, que invadiu Roma e depredou obras arquitetônicas e de arte. Sendo assim, ficou denominado de vandalismo tudo aquilo que agredisse o belo nas cidades.

Na história das guerras, a destruição de monumentos públicos significa conquista. Um fato histórico interessante está no movimento da Comuna de Paris, que tentou desmantelar uma coluna da Place Vendôme, símbolo do poder de Napoleão. Nietzsche, dado a este fato, denominou a Comuna como um atentado à cultura.

Quando prédios públicos que simbolizam o poder de determinada classe na ordem do estado são atacados, de fato é uma ação que ataca a democracia? Quando o Itamaraty foi atacado, um líder comunista reivindicou a defesa do prédio por abrigar diversas obras de arte. De fato, atacar tal prédio é uma afronta à democracia brasileira?

Na consciência marxista mais clássica, a luta de classes está em vigor, por isso o vandalismo não pode ser encarado como ferramenta de tentativa de dominação da classe mais baixa?   

Um ponto a ser defendido neste artigo são as diversas formas que o chamado “vandalismo” ocorreu. De fato, em momentos de mobilização, a direita brasileira usa de seu udenismo mais clássico - infiltrando pessoas dentre os manifestantes para tumultuar quando quem está no governo é uma força originária da esquerda.
Isso pôde ser visto em São Paulo, quando um estudante de arquitetura da USP, filho de um empresário do transporte público de São Paulo, chutou os portões da prefeitura, cujo o prefeito é um intelectual habermasiano de esquerda, professor da mesma universidade, ex-ministro da educação do governo Lula e filiado ao Partido dos Trabalhadores.

Também foram identificados punks e membros de forças anarquistas, principalmente no Rio de Janeiro, que encaram o estado como força a ser combatida independente de quem esteja no poder, defendem o fim desta força central de maneira abrupta e acreditam nesta forma de atuação.
Mas não são tais modos de atuação que quero analisar, mas aquilo que considero como mais natural, ou seja, jovens da periferia que atacaram prédios públicos nos centros urbanos por não se sentirem representados pelos mesmos. Em junho, no Facebook, jovens da periferia paulistana informaram que se fossem ao centro, algo iriam quebrar referindo-se às estruturas simbólicas do poder.

A psicanálise tem na psicologia social, uma área de estudos que aborda a representatividade social. Neste campo, podemos tentar entender os motivos que fazem um jovem da periferia não se sentir representado pelas estruturas mais clássicas dos centros urbanos brasileiros.

Tomando com exemplo um jovem da zona leste paulistana, tomado pelo desejo de agredir o poder, que estava no centro de São Paulo na maior manifestação que ocorreu na capital paulista no mês de junho, quando chegou à concentração que estava acontecendo em frente ao teatro municipal. Por que ele deveria ter zelo pela estrutura?

Quantas vezes ele já esteve dentro daquele teatro? A forma arquitônica representa sua cultura? Por que ele nutre raiva pelos prédios públicos mais belos? Sua agressão não é um fato da luta de classes? A esquerda não comete o erro de Nietzsche quando acha que a agressão é um mero ataque à cultura?


Um governo de esquerda deve ocupar todos os prédios públicos para que o povo tome posso deles, caso contrário sempre estará distante da massa geograficamente e ideologicamente pela arquitetura, também. 

sábado, 29 de junho de 2013

O mar está com toda a força, quem conseguirá navegar?

O assunto em voga está quase que batido, pois não são poucas as análises conjunturais em torno do mesmo, mas não podemos negar a importância do momento político no Brasil e nos debruçar sobre o tema


As manifestações do chamado “Levante do Vinagre” já são, com certeza, um fato político histórico para o Brasil, principalmente no sentido quantitativo. Há quanto tempo não conseguíamos levar tantos jovens às ruas? Há quanto tempo não conseguíamos unir jovens da periferia e estudantes universitários em torno das mesmas causas? Os números impressionam nas capitais brasileiras, nas médias cidades brasileiras e até em cidades pequenas. Recordes de mobilizações foram quebrados em todo o país.

Logicamente, tal êxito conseguiu ser logrado – rompendo barreiras históricas da mobilização popular – pela repercussão midiática que recebeu. Primeiramente num intento de deslegitimar o movimento com acusações de “vandalismo” pelas depredações que ocorreram e depois numa ação de cooptação, tentando ganhar as pautas que o movimento não conseguia unificar, pelo seu caráter de “novo” e por ter trazido muitas formas de pensar no mesmo espaço.

O fato não é de estranheza àqueles que compreendem os grandes veículos da imprensa como instrumentos participativos do jogo político brasileiro. A história mostra claramente que - nos momentos mais cruciais -, as famílias que comandam a comunicação no país se colocaram na defesa do ideário burguês – no sentido mais clássico designado por Marx -, mas sabem que não podem perder suas proximidades com a massa, por isso tenta legitimar suas opiniões em cima dos resultados obtidos pela mobilização popular.

Em Ser Jornalista (2009), Ciro Marcondes Filho faz uma crítica à poética ilusória do jornalismo chamando a imprensa de ferramenta-mor da luta pela hegemonia do pensamento social, trazendo à tona o fato de que a imprensa foi a ferramenta que a burguesia usou para derrubar a aristocracia, e que hoje a atual burguesia usa para sustentar sua hegemonia.

Neste sentido, é inegável relatar os fatos que trouxeram tantas pessoas às mobilizações e a imprensa cumpriu um papel determinante nisto. Com isso, muitos perfis ideológicos estavam na rua massivamente e isso fez com que o movimento não tivesse uma pauta única. O estopim se deu na revolta pelo aumento de 20 centavos na tarifa do ônibus em São Paulo – fatos parecidos já haviam ocorrido em Porto Alegre e Goiânia -, mas foi na capital paulista que a repercussão nacional ganhou força.

O MPL (Movimento Passe Livre) fundado em 2005 por militantes anarquistas e de partidos da esquerda socialista, grande mobilizador em São Paulo pelas melhorias do transporte público nos últimos anos, era tido como o responsável pelas mobilizações. Mas é inegável que já no primeiro ato, o transporte público não era o único assunto.

A violência policial ganhou força em São Paulo e repercutiu em todo o país. O despreparo e atraso da PM brasileira (de todos os estados) foram evidenciados nestes momentos. A partir disso, muitas outras bandeiras entraram nas ruas, palavras de ordem pedindo melhorias nos serviços públicos de educação e saúde e o perigoso e necessário discurso anticorrupção.

O fascismo ganhou força nas mobilizações. Militantes de partidos de esquerda foram proibidos de erguer suas bandeiras - reprimidos por um nacionalismo tão puro quanto aquele de Médici. Os atos continuaram até perderem força na última semana. As consequências políticas estão começando a surgir.

Ações do governo

Fora o fato de algumas prefeituras e governos estaduais terem cancelado os aumentos nas tarifas de ônibus, metrô e trem, as repercussões no governo federal também foram bastante claras. A presidenta Dilma Rousseff retomou conversas com os movimentos sociais – que diferentemente de seu antecessor, Lula, não tem muita habilidade para lidar com estes -, além de ter firmado cinco pactos buscando contemplar os clamores mais calorosos do povo.

A ação mais visada trata-se da convocação do plebiscito para tratar da reforma política, assunto tão debatido nos últimos anos, mas que até agora não apresentou evolução. O PT tem seu legado em cheque neste momento, ou faz a história andar ou será lesado por uma insatisfação.

O atraso da esquerda

Boa parte da esquerda entendeu que seus mecanismos de mobilização estão defasados e que precisa chegar aos novos métodos também, que o movimento estava em disputa e que era seu papel puxar a vanguarda. O problema está no comodismo governista de alguns que não conseguem ver a força deste movimento e insistem em ficar na fácil crítica sem ir às ruas.

Os partidos de esquerda ainda não venceram uma “certa” lógica de privilégios, pois ainda não abortaram a existência de caciques em suas organizações, de indicações. Precisam se abrir mais, trabalhar mais suas bases, oferecer mais formação, pois caso contrário sucumbirá no esgotamento resultante de sua inércia.

O apartidarismo abordado majoritariamente é bandeira do antipartidarismo que é um argumento fascista, mas se na abordagem em defesa da necessidade do partidarismo ainda houver a arrogância messiânica da salvação da sociedade, continuará sendo de fácil criticismo e escrutínio maldoso qualquer organização partidária.

Muitos socialistas e esquerdistas em geral evitam as organizações partidárias por temerem a cooptação, o mero seguimento da cartilha e  a não possível participação numa construção participativa. O centralismo democrático não pode ser usado somente no momento de isolar quadros insatisfeitos, mas no momento de adequação das diretrizes do partido em certa conjuntura com o pensamento de sua base.

Sem a autocrítica não há materialismo histórico dialético que sobreviva, sem o esquema hegeliano de tese-antítese-síntese não há resolução que tenha passado por seus principais contraditórios até ser formulada. Sem a conversa sistemática com os movimentos sociais não haverá consonância de vozes em momentos de revolta e, ademais, irá gerar um momento de insatisfação pelo sentimento de cooptação por partes destes movimentos.

Manifestações que elucidem a importância da organização partidária, as características internas de cada organização e como um indivíduo pode atuar dentro dela devem ser feitas. Materiais em defesa dos partidos de esquerda precisam ser divulgados. Não teremos resultados se ficarmos no convencimento de nós mesmos.

A esquerda terá de ser mais dinâmica a partir de junho de 2013, e aqueles que rejeitarem a autocrítica, irão chorar com a queda da popularidade da presidenta, ao invés de ir para a luta. Os partidos foram xingados por uma direita fascista, mas não conseguiram apoio de outros setores também. Isto precisa entrar na mesa das reflexões.

O vandalismo

Aquilo que a mídia chamou de vandalismo e parte do governo reproduziu em seu discurso precisa ser dividido em três frentes; 1) Pessoas infiltradas que depredaram a prefeitura de São Paulo, por exemplo, servindo aos interesses da direita; 2) Punks que colocaram sua ideologia de ataque ao Estado em prática; 3) 
Pessoas da periferia que não se sentem representadas por bancos e belos prédios públicos.

Nisto, podemos entrar num amplo debate sobre a representação social dos aparelhos públicos. Alguém imagina que o teatro municipal de São Paulo consegue apresentar alguma representação aos jovens da periferia paulistana? Com certeza não, a arquitetura restritiva dos moldes burgueses já colocam isto em evidência, ademais quantos daqueles jovens já estiveram em algum evento no referido teatro?

Por que a maioria dos jovens da periferia concorda com a depredação? Simples, porque aquela cidade pomposa, a cidade do teatro e da Paulista, não os pertence. A teoria das representações sociais aborda exatamente este tópico, na psicanálise. Na simbologia social, o teatro municipal – signo utilizado nesta análise pela fácil compreensão de seu papel - representa o domínio burguês cultural numa metrópole como São Paulo e encontra no rap (ou hip hop) e no teatro de rua, por exemplo, formas de resistência.

Assim, ou o estado abre seus aparelhos e prédios para o povo ou o povo nunca se sentirá dono desses espaços. O conceito de ocupação dos espaços públicos traz exatamente a solução para este problema, cabe aos governos tidos como progressistas abordarem este conceito.

Em São Paulo o assunto é mais crucial do que nunca, tanto pela diferença geográfica de uso-fruto, potencializada pela diferença econômica, quanto pelo fato do prefeito ser um adepto da democracia deliberativa de Jürgen Habermas, que preconiza o uso dos espaços públicos para a participação popular.

Com isso, imaginar que a mera punição irá resolver o caso é mais um tiro no pé. No caso das pessoas da periferia, isso só é resultado da atual conjuntura da sociedade e o processo precisa ser analisado com mais cuidado para que a ação seja mais profunda e ultrapasse o sintoma.

Principal legado

O grande mérito está na velocidade imposta pelos anseios populares. Ou o governo trabalha com mais velocidade, ou será cobrado com mais força, pois as ações pra Copa do Mundo aconteceram com velocidade e o povo quer a mesma velocidade imposta em outras áreas. A esquerda não pode se acomodar na simples defesa. Tem de trabalhar próxima dos interesses populares da atualidade.

As redes sociais mobilizam a classe média e a TV mobiliza as classes mais baixas na pirâmide social. As conversas sobre política entre pessoas comuns tão comentadas por alguns não são resultado somente do Facebook, que ainda atinge de forma restritiva.

A regulamentação da mídia tem de entrar em debate também, mostrando que não se trata de censura, mas precisa de uma massiva campanha, pois até agora apenas atingiu ativistas e acadêmicos. O trabalho de base, citado neste artigo mais uma vez, precisa voltar ser prioridade, pois caso contrário os partidos sucumbirão de vez ao estereótipo de trampolim eleitoral.

Por fim, o principal legado é a mudança e a agitação e a esquerda que não acompanhar, se endireitará. A velocidade virou necessidade para o povo e o neodesenvolvimentismo vai mostrar sua validade no próximo período. Radicalismos, se necessários, deverão ser usados.