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Considerações acerca de Educação Após Auschwitz

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1.   Introdução Theodor W. Adorno acreditava que quem defende uma cultura culpada e medíocre acaba se tornando cúmplice, tal qual aquele que rejeita por completo a cultura com sua indiferença, favorece a barbárie que ela poderá causar, desconstruindo, assim, a figura de crítico negativo ao propor um modelo de educação para uma Alemanha deprimida por intermédio de uma reivindicação do esclarecimento que visa uma autonomia, da mesma forma que Kant [1] formulou.  No capítulo “Educação após Auschwitz”, de sua obra intitulada Educação e Emancipação, esclarece que a base na qual a civilização alemã projetou seu ideal de educação seria uma das causas que originaram o nazismo. Por este motivo, logo de início, afirma que a meta, de qualquer que seja a proposta educacional, a premissa que deve ser tomada é que a barbárie de Auschwitz [2] jamais deva ocorrer novamente. E Auschwitz, local de uma barbárie que deve ser evitada a todo custo, segundo o autor, deve ser sim debatida,

A política de subsídio

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Quando vemos a defesa de alguns, de forma apaixonada, que está sendo feita do governo de Luiz Fernando Machado (PSDB) em Jundiaí, nos deparamos com o argumento de que o aumento em 33% da tarifa do transporte público trouxe algo de positivo, que foi uma redução do subsídio posto pela Prefeitura de Jundiaí junto às empresas que fazem o serviço. E isso faz muito sentido se o argumento vier de quem tem carro e não precisa de nenhuma forma desse serviço público, pois a política de subsídio cobra de todos os munícipes para beneficiar os usuários. Assim, o subsídio pode ser visto também como um absurdo, partindo de uma ótica neoliberal fria e de pensamento social pouco elaborado. A política de subsídio nesse sentido funciona também como uma política de transferência de renda, logicamente que estamos ignorando, nesse momento, a mediação objetiva feita nesse processo de transferência pelas empresas, na medida em que - de qualquer forma - realizam anualmente uma elevação de seus custos inde

Análise do discurso de Hitler à juventude nazista

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Os ensinamentos de Cícero acerca da retórica foram feitos para que grandes líderes pudessem utilizar de sua persuasão perante o povo e defender a república, para que o filósofo pudesse expor seus argumentos com coerência e para que as discussões no senado romano fossem do mais alto grau de qualidade no que se refere à busca pela justiça e melhor solução, mas seu consulado e sua oposição a Julio Cesar e Marco Antonio não tiveram a propaganda como motor da oratória pensada por Joseph Goebbels que o nazismo alemão teve. No recém formado III Reich (1933-1945), o líder do país, Adolf Hitler, mais precisamente em 1934, na cidade de Hamburgo, discursou à juventude alemã sob aplausos que davam a imponência necessária para um líder, possuidor também de uma grande oratória. “Vocês são algo que cerca a Alemanha inteira”, foram umas das primeiras palavras de um discurso que mostrava aos jovens que eles eram o futuro desse novo momento que a Alemanha vivia. O nazismo tinha como grande

O humanismo existencialista como projeto moral

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O que o sistema moral de Jean-Paul Sartre propõe é um rompimento com qualquer determinismo para que o homem se entenda como responsável na medida em que seu existencialismo visa desidratar qualquer tipo de determinismo, pois os conceitos que guiaram a sociedade europeia nas ideais de liberdade e humanismo viviam, em sua época, um cenário de profundo desencanto no período que sucedeu as grandes guerras do século XX [1] , principalmente após a Segunda Guerra Mundial e as consequências radicais do fascismo. Tudo que era a priori e propunha um humanismo clássico que coloca o homem como um fim em si mesmo estava em descrédito em sua perspectiva, tal argumentação pode ser observada na obra que deu com o título de O Existencialismo é um Humanismo [2] para tornar a sua filosofia algo de alcance popular. Com isso, observamos que a renúncia a um determinismo é parte de uma empreitada maior que visa colocar o homem fora de sistemas que impeçam a reflexão antes de agir, que torne-o es

Resumo: Crítica da Razão Tupiniquim

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Colocar-se a descobrir, ou melhor, a revelar aquilo que há muito tempo se tentava, mas por mero costume caia sempre em uma trivial historiográfica acerca do pensamento filosófico no Brasil, assim que o jornalista e escritor Roberto Gomes procurou em Crítica da Razão Tupiniquim (1977) abordar aquilo que deveria ser o genuíno pensamento filosófico brasileiro, aquilo que dentre tantas influências havia sobrado como criação, porém sem exigência de pureza, desta nação, mas não seria tão simples encontrar, pois caberia para o Brasil também uma definição enquanto escola filosófica? Faz parte do pensamento brasileiro o vício inquietante do pensamento europeu em definir as coisas postas no mundo, assim como definir o pensamento que define as coisas? Tudo isso foi tratado de uma forma brasileira, algo que buscou fora da filosofia formal, àquela que estamos habituamos encontrar na academia, algumas inquietações que pudessem ajudar a responder a pergunta inaugural: o que seria uma razã