1. Introdução Theodor W. Adorno acreditava que quem defende uma cultura culpada e medíocre acaba se tornando cúmplice, tal qual aquele que rejeita por completo a cultura com sua indiferença, favorece a barbárie que ela poderá causar, desconstruindo, assim, a figura de crítico negativo ao propor um modelo de educação para uma Alemanha deprimida por intermédio de uma reivindicação do esclarecimento que visa uma autonomia, da mesma forma que Kant [1] formulou. No capítulo “Educação após Auschwitz”, de sua obra intitulada Educação e Emancipação, esclarece que a base na qual a civilização alemã projetou seu ideal de educação seria uma das causas que originaram o nazismo. Por este motivo, logo de início, afirma que a meta, de qualquer que seja a proposta educacional, a premissa que deve ser tomada é que a barbárie de Auschwitz [2] jamais deva ocorrer novamente. E Auschwitz, local de uma barbárie que deve ser evitada a todo custo, segundo o autor, deve ser sim d...
Os ensinamentos de Cícero acerca da retórica foram feitos para que grandes líderes pudessem utilizar de sua persuasão perante o povo e defender a república, para que o filósofo pudesse expor seus argumentos com coerência e para que as discussões no senado romano fossem do mais alto grau de qualidade no que se refere à busca pela justiça e melhor solução, mas seu consulado e sua oposição a Julio Cesar e Marco Antonio não tiveram a propaganda como motor da oratória pensada por Joseph Goebbels que o nazismo alemão teve. No recém formado III Reich (1933-1945), o líder do país, Adolf Hitler, mais precisamente em 1934, na cidade de Hamburgo, discursou à juventude alemã sob aplausos que davam a imponência necessária para um líder, possuidor também de uma grande oratória. “Vocês são algo que cerca a Alemanha inteira”, foram umas das primeiras palavras de um discurso que mostrava aos jovens que eles eram o futuro desse novo momento que a Alemanha vivia. O nazismo tinha como grande ...
A blogosfera progressista tem de ser progressista Se estivéssemos em uma guerra da comunicação (e acredito que estamos), com certeza a ala vermelha estaria encabeçada pelos blogueiros progressistas, que se organizaram e hoje é o principal reduto daqueles que apontam um caminho de democratização da comunicação mais tangível, mostrando que a internet é a terra dos “jedis” na luta contra os “siths” da velha mídia. O ponto de análise deste artigo não é a blogosfera, mas sim o conceito do termo “progressista”, o que é sê-lo? Lembremos que o partido de Paulo Salim Maluf (o filhotinho da ditadura) chama-se Partido Progressista (PP). Um forasteiro em terras tupiniquins perguntaria se os blogueiros progressistas são militantes do PP que usam um blogue como ferramenta para o avanço. Para aqueles que conhecem o espectro político brasil...
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