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Mais um aumento na taxa de juros

Em mais uma reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) foi decido que a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) seria elevada, desta vez para 12%, resultando em um aumento de 0,25%. Trata-se do terceiro aumento no governo Dilma, algo que incomodou muito as correntes progressistas que elegeram a presidenta, pois a ação de controlar a inflação pelos juros é considerada uma medida ortodoxa de macroeconomia. De fato é, mas precisamos fazer uma leitura fria da situação para tentarmos entender, da maneira mais fundamentada possível, o que está levando a equipe do Banco Central (BC) e seu presidente, Alexandre Tombini, decidirem por tal medida. Eu continuo acreditando no espectro progressista da presidenta, e tento partir deste prisma para analisar esta medida, acreditando que a “independência” do Banco Central não existe mais, desde a saída do ex-presidente Henrique Meirelles. A taxa de juros do Brasil continua sendo a mais alta do planeta, e o capital especulativo é d...